Encomendas

Monografias Publicações Periódicas

Todos os Produtos


Procura Avançada
Ver Encomenda
O seu carrinho de compras encontra-se de momento vazio.
Info: O seu browser não aceita cookies. Para colocar produtos no seu carrinho e compra-los você precisa ativar cookies.
ImprimirE-mail
Assomada Nocturna (Poema de NZé di Sant'y Águ) (Cadernos da LusoAvifauna em Viana do Castelo

Auto do Vinho
Ver imagem em tamanho Real


Auto do Vinho

Preço: €30,00

Tem Dúvidas Sobre Este Produto

Título: Auto do Vinho

Autor(es): Aurélio de Oliveira

Editor: Câmara Municipal de Viana do Castelo

Ano de publicação: 2011

Nº de Págs: 251

ISBN: 978-972-588-224-5



Mensagem

A cultura da vinha e a produção do vinho no Sudoeste da Península Ibérica remontam ao segundo milénio antes de Cristo. Os fenícios, os gregos e os romanos deixaram-nos testemunhos da importância que o vinho teve nestas culturas, quer no quotidiano, quer na vivência religiosa. Mas foi nos anos que se seguiram à fundação da nacionalidade que o vinho adquiriu protagonismo na economia portuguesa. Nesse período, os grandes produtores eram as ordens religiosas e algumas ordens militares. Foi também a partir dos séculos XII e XIII que o vinho entrou nos hábitos das populações do Entre-Douro-e-Minho, existindo em Viana do Castelo, Subportela, o lagar de Cortegaça que atesta a importância da vitivinicultura na Idade Média, na região.

A época dos Descobrimentos vem acentuar essa tendência, devido às trocas comerciais que proporciona, e é neste período que o porto de Viana do Castelo atinge o seu apogeu como entreposto comercial, beneficiando da sua excelente localização geográfica, pois aí confluíam várias rotas de comércio. Nos séculos XV e XVI, era exportado vinho para Inglaterra e Flandes e mesmo para a Índia e Brasil, viagens longas durante as quais o vinho não só mantinha as suas qualidades, como até as enriquecia.

O vinho adquire, assim, um notável estatuto na sociedade de Quinhentos e não será de estranhar que os cultores da poética quinhentista teçam loas às virtudes do mesmo. A poesia, e a literatura em geral, sempre se entenderam com os seguidores de Baco e, neste período tão rico de talento e imaginação, encontramos vários génios que se afirmam admiradores do inefável néctar.

A obra que agora o Professor Aurélio Oliveira nos apresenta, como ele próprio nos diz à laia de “itinerário turístico”, propõe-nos uma viagem na companhia dos poetas de Quinhentos, como Garcia de Resende, Gil Vicente e Francisco Sá de Miranda, em busca dos segredos do vinho.

No ano de 2011, em que Viana do Castelo se apresenta como “a cidade do vinho”, é para o Município uma grande honra editar este Auto do Vinho que nos convida a deambular pelos caminhos literários que se cruzam com os caminhos da história do vinho, como se promete na estrofe que se segue: “(…) mas nas trovas que aqui vão dos poetas de Quinhentos muito Baco há, senhores, p’las esquinas dos caminhos!”

Outubro de 2011

José Maria Costa
Presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo




Nota biográfica

aurelioAurélio de Oliveira licenciou-se em História pela Faculdade de Letras do Porto em 1969 (com a presentação da tese de Licenciatura em 1970). Foi Assistente nesta Faculdade até à sua equiparação a Bolseiro em 1975. Desde aí (com Bolsa da Fundação Gulbenkian) preparou a sua tese de doutoramento em Paris sob a direcção de Emmanuel Le Roy Ladurie (do Collège de France), tendo frequentado, em simultâneo, os cursos dos Profs. Maurice Godelier (na École des Hautes Études en Sciences Sociales), de Pierre Goubert (na Sorbonne) e de Le Roy Ladurie (no Collège de France). Apresentou o sua tese de Doutoramento em História Moderna e Contemporânea na Faculdade de Letras do Porto em 1979 com A Abadia de Tibães 1630 -1813. Propriedade, Exploração e Produção agrícolas no Vale do Cávado durante o Antigo Regime. (2 Vols), na qual obteve por unanimidade, a mais alta classificação.

Foi docente da Universidade do Minho entre 1980 e 1984 (tendo aqui realizado as suas provas de Agregação em 1982 nas quais obteve, igualmente, classificação máxima. Em 1984 regressou à Faculdade de Letras do Porto após concurso público para Professor Catedrático, tendo sido provido por unanimidade. Aqui leccionou e exerceu várias funções directivas (no Conselho Científico e no Departamento de História) até à sua aposentação em 2008.

Actualmente é Prof. Catedrático Convidado do ISMAI. Entre outras áreas científicas onde leccionou e onde tem e prossegue investigação, com publicação de vários trabalhos, tem privilegiado a área da História Económica e Social – Época Moderna - Economias e Sociedades Rurais. No que ao temário dos vinhos particularmente concerne, tem desenvolvido estudos e investigação de que tem resultado uma série de publicações e intervenções, que constam da bibliografia aqui inclusa onde, directamente ou indirectamente, se abordam questões referentes aos vinhos em Portugal com particular destaque na Época Moderna. Além dos ali referidos, citem-se ainda (por ordem cronológica): Pombal, o Arcebispo e os Vinhos. Porto. 1996; Da História Geral à História Sectorial. Os Vinhos na História Regional e Nacional. Braga. 2001; Os vinhos no quadro económico da Madeira. 1777-1786. Funchal. 2003; Os Bentos e os Bacos. Haro (Rioja). 2004; No País dos Verdes. Trabalho, tradição e diversão. (Selecção e arranjos musicais de José Machado). Porto. 2007; Desde quando “Vinhos Verdes”? Porto /Vila Real /Ponte do Lima. 2010. Documentos e Memórias para a História do País do Douro (insertos em todos os números da Revista “Douro. Estudos e Documentos” (de que é co-fundador); As actividades económicas em Portugal na segunda metade do Século XVIII em “História de Portugal”. Vol. III. Direc. de A. H. de Oliveira Marques (No Prelo); Para a História dos Vinhos Verdes. I. 1220-1822 (Em curso). É Co-fundador da recente Associação Portuguesa para o História da Vinha e do Vinho em Portugal (APHVIN).






Última Actualização: Thursday, 17 January 2019 03:02
Topo

©2009 | Biblioteca Municipal de Viana do Castelo